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João Pessoa pode ser próxima sede das Olimpíadas Escolares


30 de June de 2010 em Eventos,Novidades por solocar @ 8:43 am
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O supervisor de eventos do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Cristiano Barros, se reuniu com secretários da administração municipal na manhã desta terça-feira (29), na sala de convenções da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes para apresentar a proposta de realização das Olimpíadas Escolares 2011 e 2012. João Pessoa está sendo avaliada para participar da seleção da cidade que vai sediar os eventos, que acontecem no mês de setembro.

Durante dois dias, o supervisor Cristiano Barros e sua equipe visitam escolas e ginásios da Capital para analisar a viabilidade das Olimpíadas em João Pessoa. “Hoje em dia nós temos uma estrutura muito melhor do que tínhamos em 2007 e 2008, considerando que nós temos 24 ginásios poliesportivos e teremos mais nove até março do próximo ano, o que significa dizer que estamos muito melhores”, garantiu a secretária de Educação Ariane Sá, presente na reunião do COB.

As Olimpíadas Escolares são o maior evento estudantil esportivo do Brasil. Desde o seu primeiro ciclo (2005-2008), reúne milhares de alunos-atletas de instituições de ensino públicas e privadas para uma competição de abrangência nacional.

O evento é realizado em duas etapas - em cidades diferentes -, com faixas etárias distintas (de 12 a 14, e de 15 a 17 anos) -, atualmente com nove modalidades (atletismo, judô, natação, tênis de mesa, xadrez, basquetebol, futsal, handebol e voleibol). Durante os dias de disputa, há também uma programação intensa direcionada aos participantes, com uma série de atividades culturais, educativas e sociais.

O secretario de eventos do COB, Cristiano Barros, disse que a capital paraibana é uma forte candidata a ser a sede do evento em setembro de 2011. “A cidade de João Pessoa já foi parceira do COB em 2007 e 2008, já recebeu o evento aqui. Agora nós temos algumas mudanças do que foi realizado em anos anteriores e do se pretende para 2011 e 2012″, disse Cristiano.

Entre as mudanças estão a montagem de um restaurante central para propiciar a integração e sociabilidade entre as delegações, de um centro de convivência e de uma pista para competição de ciclismo. “Isso além da visita da pista de atletismo, que em 2008 foi feita na do Unipê e a gente sempre quis fazer na pista sintética da UFPB, que se encontra em reforma”, lembrou Cristiano Barros.

O segundo ciclo das Olimpíadas Escolares, iniciado em 2009, mantém os objetivos de promover a inclusão social a partir do esporte, detectar novos talentos nas nove modalidades e criar um novo ambiente favorável à continuidade da prática esportiva no país. Somente na edição de 2008, somadas às duas etapas (com cerca de 10 dias, cada), mais de 6.500 participantes de 1.689 instituições de ensino de 23 Unidades Federativas marcaram presença na Etapa Nacional.

O secretario de Esportes do Município, João Corujinha, disse que realização das Olimpíadas Escolares em João Pessoa é de grande importância para a cidade, uma vez que a prefeitura vem investindo bastante no esporte nos últimos anos na Capital. “Ganhamos 15 campos esportivos e vamos ganhar mais dez. Por isso acredito que temos grandes chances de que as olimpíadas sejam sediadas na cidade”, finalizou Corujinha.

Fonte: Prefeitura Municipal de João Pessoa

Cliente que não atender a recall terá veículo bloqueado para venda


29 de June de 2010 em Imprensa,Novidades por solocar @ 10:58 am
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Entenda o que muda com o Sistema de Monitoramento Online de Recall.
Novo teste de impacto coloca chinesas em xeque, afirma SAE Brasil.

Quando determinada montadora identifica problemas em seu veículo, obrigatoriamente ela convoca consumidores a retornar às concessionárias. Por lei, o aviso sobre a necessidade do reparo deve ser feito por meios de comunicação — seja impresso, televisão, rádio e internet. Até aqui, nenhuma grande novidade. O que poucos sabem, no entanto, é que menos de 60% dos clientes atendem ao chamado, seja por falta de informação ou por não ter a dimensão da gravidade do problema, de acordo a Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil). Por esse motivo, daqui a 90 dias, entra em vigor uma lei que impede a transferência do veículo, caso o proprietário não tenha realizado os reparos estabelecidos por um recall.

Com a mudança, a responsabilidade do recall passou a ser também do dono do veículo. Para conseguir comunicar todos os clientes sobre a necessidade de recall, sem depender de que a pessoa tenha acesso aos informes na mídia, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) fechou parceria com os Correios. Os dados do atual proprietário serão levantados por meio do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) para que uma carta com o aviso chegue à casa da pessoa. É também pelo Renavam que o veículo será bloqueado para a venda ou desbloqueado.

“A preocupação era que a montadora não conseguia alcançar todos os proprietários, por outro lado, não podemos disponibilizar dados pessoais. Desta forma, pelo Renavam, conseguimos localizar a pessoa e bloquear a transferência do carro sem o recall feito”, ressalta o diretor-geral Denatran, Alfredo Peres da Silva, sobre o sigilo do processo.

O sigilo é importante também para evitar o uso do sistema como mala direta para ações de marketing das montadoras, como aponta o engenheiro e conselheiro da SAE Brasil, Francisco Satkunas.

A base de dados do chamado Sistema de Monitoramento Online de Recall será integrada por órgãos públicos, como o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da Secretaria de Direito do Consumidor do Ministério da Justiça (DPDC), além da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O novo sistema é recebido de forma positiva pela SAE Brasil. Para a entidade, o monitoramento resolve o problema de carros que vão passar para a mão do terceiro ou quarto dono, por exemplo. “É uma forma bastante saudável de se alcançar o consumidor”, afirma Satkunas.

Teste de impacto mais exigente

Além dos recalls, os testes de impacto de modelos nacionais e importados estão na mira do governo. A nova lei prevê que, a partir de 2012, sejam obrigatórios os testes frontais, traseiros e biodinâmicos, este último com a utilização de bonecos, que avalia impactos na cabeça, pescoço, tórax, joelhos e pés. Atualmente, é exigida apenas a avaliação estrutural de retenção da coluna de direção.

Para os modelos já em circulação, esse sistema passará a ser exigido a partir de 2014, o que invalida também os carros que não possuem airbag. “Embora tenha surgido a lei do airbag, essa resolução já teria obrigado o sistema, porque sem ele, o carro não passa pelo crash test”, destaca o diretor-geral do Denatran.

Os testes terão de estar de acordo com as normas estabelecidas pela Agência Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), mas não precisam ser realizados no Brasil. Como a maioria das montadoras segue as rígidas regras de segurança dos Estados Unidos e da Europa para homologação, pouco irá mudar. O que para o bolso do consumidor será melhor, pois não aumentará os custos de produção.

Quem realmente terá de se adequar são as fabricantes asiáticas, especialmente as chinesas, na opinião do colaborador do comitê de veículos leves da SAE Brasil, Sergio Ricardo Fabiano. “Vamos ter melhorias, principalmente para as montadoras que entram no mercado agora, como as chinesas, que possam não ter esses testes. Isso vai melhorar a qualidade e trazer mais segurança”, destaca Fabiano.

De forma geral, na opinião dos especialistas e do diretor-geral do Dentran, as novas regras em conjunto com outras já anunciadas (veja tabela abaixo) é um reflexo do amadurecimento do mercado brasileiro de veículos. Apesar dos pontos positivos, Francisco Satkunas, da SAE Brasil, lembra de outro ponto que não pode ser deixado de lado pelo governo: a qualidade das ruas e estradas. “Por melhor que o carro seja projetado, tem buraco que causa acidente.”

Fonte: G1

Entenda as causas do medo de dirigir e saiba como superá-lo


28 de June de 2010 em Dicas de transito por solocar @ 9:00 am
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Pânico ao volante pode virar doença se não for enfrentado.
Sensação de independência é um dos motivos que assustam.

Se você perguntar a um amigo, parente ou conhecido, certamente perceberá que poucas fobias são tão comuns nos dias de hoje quanto o medo de dirigir. Não é raro encontrar um motorista habilitado que usa a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) apenas como documento de identidade ou CPF. Dirigir? Nem pensar. E os sintomas mais comuns desse pânico são pernas bambas, suor excessivo e mãos trêmulas – reações semelhantes a de qualquer situação de extremo estresse ou medo intenso.

De acordo com a psicóloga Regiane Garcia Rodrigues, a ciência define a aversão ao volante de duas formas. Uma delas é a insegurança causada diante da sensação de independência ao conduzir um automóvel. A outra é a consequência de um trauma, especialmente decorrente de algum acidente de trânsito gravado na memória.

“A gente faz uma análise simbólica. O medo de dirigir é, na verdade, o medo da própria vida”, considera Regiane. Segundo a especialista, tanto homens quanto mulheres podem manifestar medos à direção. No entanto, são as mulheres que mais sofrem desse tipo de pavor. “Se for analisar pelo universo feminino, além da insegurança, ela não é tão interessada por carros quanto os homens, apesar de hoje isso ter mudado bastante”, observa.

O casamento, de acordo com a psicóloga, também pode influenciar o medo de dirigir por parte do público feminino. “Há muitas mulheres casadas que o marido quer comprar o carro, mas elas não aceitam por não conseguir dirigir. No fundo, ela não dirige porque o marido a leva para os lugares, vai buscar e, assim, está sempre por perto. Nesse caso, a mulher tem receio de que o marido se distancie dela”, ressalta Regiane.

A instrutora de autoescola Cintia Guilhen, que oferece aulas particulares para pessoas com o pânico, conta que já teve aluna que pediu o divórcio depois que superou o medo e começou a dirigir. “Essa pessoa fez dez aulas. Passado um mês, ela parou na minha frente com um carrão para contar que não tinha mais pânico, e que foi para o Paraná dirigindo. Até se separou do marido”, relembra.

Traumas
Sobre o medo causado por traumas, a psicóloga afirma que são casos mais raros. A estudante de Direito Vanessa Vilches Gomes da Fonseca tem 29 anos e há oito parou de dirigir depois de quase sofrer um acidente. “Estava numa lotação que perdeu o freio. Isso aconteceu logo depois que eu tirei a carta e fiquei com muito medo de velocidade depois de um tempo”, conta Vanessa.

Ela chegou a comprar um carro, mesmo assim, não conseguiu dirigir. “Acabei vendendo. Eu começo a passar mal, suo muito. Tenho medo de passar ao lado dos carros ou de machucar alguém”, afirma. Vanessa, que conseguiu tirar tranquilamente a CNH, agora pensa em voltar às aulas na autoescola. “Vou aproveitar as férias na faculdade.”

Quando o medo vira doença
Pânico é como a microempresária Elisabete Mantuan, de 54 anos, define o que sente ao entrar em um carro. Desde a adolescência ela se sente insegura, mesmo como passageira. “Já tenho pavor de andar com alguém dirigindo, sinto muita insegurança. Qualquer encostadinha, fico apavorada, suada”, conta.

A microempresária nunca sofreu acidente de carro. Mesmo assim, sofre a cada manobra que o marido faz. “Sou casada há 30 anos e toda vez que saímos fico apavorada. Parece que eu estou ali, dirigindo.”

Na tentativa de enfrentar o medo, ela tentou tirar a carteira de motorista. “Quando tentei, nas aulas, eu tirava a mão do volante e colocava na cabeça. Aí desisti, pelo meu próprio bem e dos outros”, desabafa. Depois da tentativa frustrada, Elisabete desistiu. “Fiquei acomodada. Minha filha até tentou me animar. Agora, que estou mais velha, sinto falta de poder dirigir por depender muito dos outros, mas não tenho coragem”, diz a microempresária.

A psicóloga Regiane Garcia alerta que quando o medo paralisa a pessoa a ponto de não conseguir enfrentá-lo, é preciso tratá-lo. “O problema do medo é quando ele te paralisa, aí ele se torna patológico”, afirma Regiane. “Tive pacientes que mesmo com medo metiam a cara e iam dirigir, neste caso o medo não é patológico”, explica.

Regiane ressalta que o medo de dirigir pode esconder outras inseguranças. Por causa disso, a dificuldade para superar o problema é ainda maior.

O que fazer
O primeiro passo para superar o pânico é acreditar em você mesmo. O conselho dado pelas especialistas pode parecer óbvio mas, na prática, a tarefa é difícil. Por esse motivo, terapia e aulas especiais são saídas para quem sofre ao pensar em dirigir.

“Hoje existem autoescolas que têm instrutor especializado em ajudar quem tem medo de dirigir. Vale a pena a pessoa fazer, mesmo aquelas que já tenham a habilitação”, recomenda Regiane. “A terapia pode ser uma saída se esse medo vier junto de outros medos. Pode até ser uma terapia breve, focada neste problema, mas vai abordar outros medos que podem paralisar a vida da pessoa”, explica.

Cintia Guilhen afirma que nada melhor do que uma boa conversa com o aluno. Em cada aula, de 50 minutos de duração, ela procura entender qual é o problema da pessoa e trabalha com foco nele. “Procuro motivar bastante, fazer a pessoa acreditar que ela pode”, diz. “A confiança em si mesmo você conquista no dia a dia”, afirma a instrutora.

Já para aqueles que na hora do exame prático sofrem com o frio na barriga, as especialistas recomendam respirar profundamente por três vezes — o exercício ajuda a diminuir a ansiedade em qualquer tipo de prova. E se a presença do avaliador intimidar imagine que no lugar dele está sentado um amigo. “Falo para os meus alunos, ‘pensa que sou eu lá. Imagine uma peruca loira na cabeça dele’.”

Superação
Muita insistência foi o que levou a professora Gloria Rita de Andrade, de 52 anos, a conquistar o volante. Ela tirou a carta de motorista, mas ficou muitos anos sem dirigir. Assim veio o medo. “Meu marido não deixava eu dirigir o carro dele, dizia que preferia pagar um táxi a pagar as batidas”, relembra Gloria. Apesar da postura do marido, foi a falta de incentivo que a fez superar a dificuldade. “Quando ele falou isso pensei: vou comprar um carro e ninguém vai poder falar nada”, comenta Gloria.

Em 2006, após mais de vinte anos sem dirigir, ela adquiriu o tão sonhado veículo. “Comprei, e aí? O que eu ia fazer? Então entrei numa autoescola especializada em pessoa com medo de dirigir”, diz a professora. Dez aulas não foram suficientes e Gloria foi para uma autoescola comum. Também não resolveu.

Então, decidiu voltar para a autoescola especializada. Parou no meio do curso, ao se desentender com o instrutor. “Ele me levou para uma estrada em Itapecerica (São Paulo). Na hora, fiquei assustada com a ladeira. Ele que não devia estar em um dia bom, brigou comigo. Disse que eu tinha medo de tudo”, relembra rindo.

Mais uma vez sem incentivo, ela decidiu perder o medo sozinha. “Pensei, quer saber de uma coisa, vou pegar o carro neste fim de semana sozinha”, conta Gloria, que foi com o automóvel até a escola onde dá aula, para treinar. “Só pedi para o meu filho tirar o carro da garagem e deixar em um lugar fácil para sair.”

“Foi quando eu descobri que era melhor dirigir sozinha, porque se eu errasse ninguém iria ver”, concluiu. No começo, Gloria ainda tinha dificuldades, mas aos poucos se acalmou, domou os pensamentos e, finalmente, passou a dirigir sem medo. “Agora tive de vender o carro, mas não faz mal, depois compro outro. O pior já passou.”

Fonte: G1



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