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Não há cadeirinha certificada para cinto de dois pontos, diz Inmetro


30 de August de 2010 em Imprensa por solocar @ 4:46 pm
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Dispositivos não são aprovados em testes de impacto.
G1 esclarece esta questão e outras sobre a lei que entra em vigor dia 1º.

O uso da cadeirinha para crianças em carros de passeio passa a ser obrigatório a partir desta quarta-feira (1º). Entre as dúvidas que internautas enviaram para o G1 está a questão do uso do equipamento em carros que possuam apenas cinto de segurança de dois pontos no banco de trás, ou seja, os mais antigos. O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) diz que, atualmente, não há cadeirinhas certificadas para esse tipo de cinto.

“Quando o Inmetro desenvolveu os padrões de qualidade, já considerou que a cadeirinha só é segura para cinto de três pontos. O cinto de dois pontos, aliás, é proibido em grande parte do mundo”, afirma Gustavo Kuster, gerente da divisão de programas de avaliação da conformidade do Inmetro. Em 1998, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou que veículos produzidos a partir de janeiro de 1999 deveriam ter cinto de três pontos nos assentos dianteiros e nos assentos traseiros laterais.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) explica que na época em que a Resolução 277, que trata do transporte de crianças, foi elaborada (maio de 2008), havia equipamentos no mercado que poderiam ser utilizados em cinto abdominal. Por isso, segundo o órgão, a norma não faz distinção em relação ao tipo de cinto ou idade do veículo. Ou seja, o motorista não pode ser multado por usar cadeirinha para cinto de dois pontos, ainda que sem certificação.

Quem, no entanto, adquirir um equipamento não certificado não saberá se ele é efetivamente seguro. O engenheiro e proprietário da empresa de segurança veicular SLV Engenharia Automotiva, Fábio Viviani, alerta para o risco que a vida da criança corre. “Você pode até achar uma cadeirinha compatível, mas não saberá se ela é segura ou não. Isso é perigoso, porque em um acidente com o carro em uma velocidade de 30 km/h seu filho pode ser arremessado”, destaca.

Cabeça e tronco sem sustentação

A homologação depende da aprovação do dispositivo de segurança em rigorosos testes de impacto realizados em laboratórios na Holanda e na Itália – o Brasil não possui equipamento para este tipo de avaliação. “O teste é feito com bonecos cheios de sensores internos e externos, que avaliam se a cadeirinha realmente protege a criança em um forte impacto”, explica o gerente do Inmetro.

Como o crash test leva em consideração o deslocamento do corpo da criança, segundo o especialista, as cadeirinhas que utilizam o cinto de dois pontos como fixação não são aprovadas porque tronco e cabeça ficam sem sustentação.

Segundo Fábio Viviani, o problema não está nas cadeirinhas, mas sim na renovação da frota. “A média da idade da frota brasileira está acima de 15 anos. Um plano de renovação se discute desde 1996 e nada foi feito”, afirma. “Agora, no que se refere à segurança veicular, esta lei é um grande avanço no Brasil e não uma lei para vender cadeirinhas, como muita gente pensa”, ressalta o engenheiro.

De acordo com o empresário, já há fabricantes brasileiras com projetos em desenvolvimento de cadeirinhas seguras para cintos de dois pontos. Elas devem ser submetidas aos testes de homologação dentro de poucos meses. “Passarão pelos mesmos testes rigorosos que as cadeirinhas para cintos de três pontos passam. Não será fácil a aprovação”, afirma Gustavo Kuster, do Inmetro.

Fonte: G1

Notícias PMJP investe na construção e reforma de mercados públicos


27 de August de 2010 em Novidades por solocar @ 2:56 pm
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A Capital paraibana vem ganhando a recuperação de mercados públicos, com reforma e construção de novas unidades. Higiene, segurança, ventilação e acessibilidade são itens prioritários nas obras já realizadas nos mercados Central, do Bessa, Valentina, da Torre e do Peixe (em Tambaú), gerando economia e oferecendo serviços de qualidade à população pessoense.

Construído no início da década de 1940, o Mercado Central já está na 3ª etapa da reforma, segundo informações do secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Lucius Fabiani. Na atual fase, estão sendo feitas reformas em mais dois galpões (II e III) e a construção de um posto policial, um centro de inclusão digital e a urbanização, além de uma via de acesso para carga e descarga.

O investimento total para reforma do Mercado Central é de R$ 8 milhões 635 mil, beneficiando 1.200 comerciantes. A obra teve início em 2006 e deve ser concluída em 2011. “A licitação da última etapa da reforma do Mercado Central deve sair até o final deste ano. Vai ser realizada na parte destinada ao comércio de produtos como confecções, sapatos, que vem acontecendo no prédio do antigo sacolão”, informou Lucius Fabiani.

A reforma realizada no Mercado Central agrada tanto os comerciantes quanto consumidores. A artesã Maria das Graças Guedes Dias, que mora no Varadouro, faz compras no local há mais de dez anos e elogiou as novas instalações. “A estrutura do mercado está muito melhor, com melhor acesso aos produtos, maior variedade e mais higiene”, destacou. Segundo ela, no período de chuva era preciso enfrentar lama e sujeira para chegar às barracas e agora, com a reforma, a situação mudou.

O comerciante Josélio Ferreira Santos, que ocupa um box na praça de alimentação do Mercado Central, também aprovou a reforma. “Eu comercializava lanche em um trailer, sem muita estrutura. Agora tudo está mais organizado, limpo e seguro. Estou conquistando mais clientes”, comemora. Ele já trabalha com a venda de lanches no local há cerca de oito anos.

Já Cássio Alves dos Santos, que comercializa artesanato no Mercado Central há 15 anos, destaca a questão da segurança no local. “Antes da reforma, nós ficávamos sempre apreensivos, com receio de roubos. Depois da reforma, todos estão se sentindo muito mais seguros. A reforma trouxe mais tranquilidade e comodidade para os comerciantes e consumidores”, afirmou.

Tambaú No Mercado do Peixe, os comerciantes e consumidores também elogiam a nova estrutura, reconstruída na atual administração e entregue à população no início deste ano. “O lugar antes era horrível, agora a infraestrutura está muito melhor, com higiene e limpeza”, disse a consumidora Roseli Marinho. Para Margarete Abrantes, que compra peixe no local há mais de 20 anos, o novo Mercado do Peixe está muito melhor. “Está bem mais fácil fazer compra aqui depois da mudança”, ressaltou.

Para o vendedor Ednaldo Gomes Oliveira, que comercializa peixes há mais de 30 anos no local, o mercado hoje é outro. “Mudou tudo. Com a nova estrutura, que permite uma maior higiene, as vendas melhoraram. Tinha clientes que não vinham aqui há mais de dez anos e agora voltaram a comprar no mercado, por causa da limpeza e organização”, revelou. Segundo o comerciante, o novo Mercado do Peixe já foi palco de filmagens e até de desfile de moda. O local possui 11 boxes, com estrutura para atendimento, preparo, armazenamento, apoio e banheiros, incluindo unidades adaptadas para deficientes físicos, sendo um em cada box e dois de apoio.

Bessa Os moradores do bairro do Bessa e áreas próximas também ganharam um mercado. A obra foi concluída no ano passado e está em pleno funcionamento. Ao todo são 24 boxes fixos e 50 barracas padronizadas para a feira livre de verduras e legumes. “Antes do mercado, a maioria dos comerciantes trabalhava em barracas instaladas em uma rua, sem calçamento. Com o novo mercado, tem uma melhor estrutura para atender os clientes”, comentou o comerciante de carnes e frangos, Gilvan Pereira Santos.

Já Ana Cristina Costa, que tem um box no Mercado onde fornece refeições, disse que o espaço é melhor para os comerciantes e para os consumidores, pois oferece melhor higiene, segurança e está melhor localizado. A obra custou cerca de R$ 575 mil, de recursos próprios do Município.

Cruz das Armas – Outros mercados públicos estão sendo reformados pela Prefeitura de João Pessoa. “É o caso do Mercado Público Sindolfo Freire, em Cruz das Armas, que foi praticamente demolido para dar espaço a um novo prédio”, informou o secretário de Desenvolvimento Urbano, Lucius Fabiani. De acordo com ele, a reforma já está mais de 70% concluída e deve ser entregue até o final de 2010. A primeira etapa da reforma foi na parte interna do prédio, e em seguida vai ser feita na área externa.

Serão beneficiados com a obra 142 comerciantes. Pilares de concreto e estrutura de telhado em aço anticorrosivo vão dar sustentação ao novo pavilhão no centro do mercado, onde vão ser instalados os novos boxes de atividades, como hortifrutigranjeiros, carnes, queijos, aves, temperos, raízes e mangaios, entre outras. Esses boxes são feitos de alvenaria e revestidos de cerâmica.

Valentina – No bairro do Valentina Figueiredo, outro mercado público vem passando por uma ampla reforma, atendendo a todos os moradores do bairro, loteamentos e comunidades próximas. A reforma é uma reivindicação da população local, apontada como prioridade para o bairro em plenárias do Orçamento Democrático. “O projeto beneficia 40 comerciantes com boxes fixos e mais 34 que trabalham com produtos da feira livre. A previsão é que na segunda etapa da reforma sejam construídos mais 29 boxes”, informou o chefe da divisão de mercados da Sedurb, Antônio Cunha.

Torre – Outro mercado que está prestes a passar por uma reforma completa é o da Torre, uma das mais antigas feiras livres da cidade, inaugurada em novembro de 1962. A ordem de serviço para a obra foi assinada neste mês de agosto, com previsão de início da reforma até o final do ano, sendo realizada em duas etapas e duração total de 180 dias.

O Mercado da Torre será setorizado, com a divisão de áreas para a comercialização de legumes, frutas, verduras, carnes, ovos e laticínios, entre outros. Será ainda organizada uma praça de alimentação e construído um novo estacionamento. Quem frequentar o local vai contar ainda com uma estação do projeto Jampa Digital, com internet gratuita.

Segundo o secretário Lucius Fabiani, o mercado será praticamente todo posto abaixo e refeito. “Apenas a quadra principal, que dá acesso para a Avenida Barão de Mamanguape, terá a estrutura preservada, passando apenas por uma restauração”, explicou. Serão beneficiados 240 comerciantes cadastrados.

Mercados comunitários – Além da recuperação e construção de mercados públicos, a PMJP vai construir dois mercados comunitários em João Pessoa, um no bairro de Mangabeira (Cidade Verde) e outro no Costa e Silva, que já estão com autorização para iniciar o processo licitatório. Com uma área construída de 723,33 m², os mercados irão dispor de 18 boxes com 11,19 m² cada um. O projeto prevê também áreas de feira livre. As obras vão custar um total de R$ 1.540.000, 00, sendo R$ 670 mil para a unidade do Costa e Silva e os outros R$ 870 mil na construção do mercado comunitário do Conjunto Cidade Verde.

Fonte: Prefeitura Municipal de João Pessoa

Artesanato paraibano terá rede de representação comercial


23 de August de 2010 em Eventos por solocar @ 4:29 pm
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De 24 a 26 de agosto será realizado, em João Pessoa, o curso Capacitação de Mercado do Programa Talentos do Brasil. O encontro reunirá 90 participantes, entre artesãs e técnicos integrantes do Programa, Sebrae e representantes da Cooperativa Nacional Marca Única (Cooperunica), que reúne hoje o trabalho de 2 mil artesãos, que participam de 15 grupos organizados em 11 estados brasileiros, além da Paraíba.

A coordenadora do Talentos do Brasil, Patrícia Guimarães, explica que a capacitação tem como objetivos discutir e apresentar a nova estratégia de comercialização, na qual será criada uma rede de representação comercial dos produtos de todos os estados envolvidos em 12 estados.

“A implantação das representações começa em setembro, nas regiões Sul, Sudeste e parte do Nordeste. Isso permitirá uma capilaridade na distribuição dos produtos do Talentos do Brasi”, comenta Patrícia.

Na programação do curso estão previstas apresentações sobre mercado e estratégias da política comercial, técnicas de negociação, avaliação dos resultados, formação de preços para exportação, avaliação e formulação de preços, plano de viabilidade da Cooperunica, política tributária e contábil e avaliação do plano de ação 2010/2011, entre outros assuntos.

Os produtos fabricados por esses grupos utilizam a palha de palmeiras como o buriti e o tururi, coco e palha de babaçu, cipós, couro de peixe, sementes, sisal, sobras de madeira, bagacilho de cana, lã de carneiro, crina de cavalo e pedras preciosas, além do algodão natural. Além do Estado participam do projeto Amazonas, Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O curso é promovido pela Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA) com o apoio do Ministério do Turismo (Mtur), do Sebrae e Governo da Paraíba.

Cultura- Aproveitando a passagem do projeto e dos artesãos pela capital, o Sebrae e Governo do Estado organizarão diversas atividades culturais fora do periodo do curso. Amanhã, dia 24, os artistas assistem ao por-do-sol na Praia do Jacaré e na quarta-feira, 25, participam da Noite Cultural na Casa do Artista com a abertura da Mostra de Cerâmica. Os artesãos também conhecerão um pouco da culinária dos restaurantes da capital e visitam o Terraço Brasil, Tererê e o Mangai.

Talentos nas mãos- O projeto Talentos do Brasil une artesãs e artesãos do meio rural de 12 estados brasileiros, organizados em 15 cooperativas, que, juntas, formam a Cooperunica. A cooperativa comercializa, hoje, um portifólio com mais de 1.500 produtos.

O Programa, criado em 2005, tem o objetivo de promover a geração de trabalho e renda baseada na atividade da moda artesanal, organizada em comunidades rurais, com foco na emancipação sustentável, com responsabilidade social, cultural, econômica e ambiental.

Fazem parte do programa, ainda, estilistas e designers reconhecidos nacional e internacionalmente, que compartilham seus saberes e sua experiência junto às artesãs, adequando os produtos às exigências do mercado, nas oficinas promovidas pelo projeto.

Fonte:ClickPB



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