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Governo mantém IPI zero para caminhões e tratores até fim do ano


17 de June de 2010 em Imprensa por solocar @ 9:13 am
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IPI seguirá menor para picapes, caminhonetes e máquinas para produção.
Todas medidas resultarão em uma renúncia de R$ 775 mi pelo governo.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira (16) que o governo manterá o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) zerado para caminhões e tratores até o fim deste ano. Sem a medida, o IPI subiria para 5% a partir do início de julho. Segundo o ministro Mantega, o governo deixará de arrecadar R$ 280 milhões com essa medida.

“Vamos prorrogar a desoneração de caminhões e tratores, que venceria em 30 de junho, para 31 de dezembro. Continuarão com alíquota zero de IPI até o final deste ano. O objetivo da medida é manter o estímulo para um setor que começou a se recuperar tardiamente no Brasil. A venda de caminhões e tratores só deslanchou no fim do ano passado, quando criamos o PSI [programa de empréstimos do BNDES com juros mais baixos]“, disse Mantega.

De acordo com o ministro, as caminhonetes e picapes, que também são utilizados na produção, permanecerão com uma alíquota do IPI de 4% até o fim de 2010. Sem a medida, o IPI subiria para entre 8% e 10% a partir de julho. “Vamos manter as atuais alíquotas do IPI de 4% até 31 de dezembro”, disse ele, acrescentando que o custo da medida para o governo será de R$ 105 milhões.

Máquinas para produção
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, afirmou que também será mantida em zero a alíquota do IPI, que terminaria no fim deste mês, para a compra de 70 itens de bens de capital (máquinas e equipamentos para produção) pelas empresas.

“Vale os bens de capital, e também para outros itens, como silos para armazenagem”, afirmou ele. Segundo o ministro, a medida custará outros R$ 390 milhões ao governo. Entre os itens desonerados, também estão: bombas e hastes de bombeamento, congeladores e regrigeradores industriais, caixas e árvores de transmissão.

Renúncia fiscal
Ao todo, as medidas anunciadas pelos ministros nesta quinta-feira resultarão em uma perda de arrecadação de R$ 775 milhões pelo governo federal até o fim deste ano. “Tiramos os estímulos para bens de consumo, como para a linha branca, mas estamos deixando os estímulos para os investimentos. Queremos que o investimento continue forte no Brasil”, explicou Mantega. Ele acrescentou que, como não há perda já realizada, uma vez que os recursos do aumento de alíquotas previsto anteriormente ingressariam somente no segundo semestre deste ano, não serão necessários novos ajustes no orçamento de 2010.

Autopeças
O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, informou ainda que será feita uma reunião com os representantes do setor de autopeças (Sindipeças) e com a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) para definir uma lista das autopeças que terão o desconto de 40%, na importação, mantidos para as montadores. O fim do desconto foi anunciado em maio, juntamente com medidas de estímulo às exportações.

“Aceitamos uma lista de autopeças sem similar nacional e estabelecemos um prazo entre 15 e 30 dias para que o Sindipeças e Anfavea chegasse a uma lista. Ao mesmo tempo, aplicaremos a partir de agosto uma redução de 10 pontos percentuais no redutor, em novembro mais 10 pontos percentuais, e em maio de 2010 mais 20 pontos. Para zerarmos os 40%”, disse Miguel Jorge.

Fonte: G1

Preço do carro novo sobe 2,7% em um ano, maior nível em 17 meses


21 de May de 2010 em Imprensa por solocar @ 9:16 am
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Alta diz respeito aos preços no varejo até abril.
Dados são da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Do G1, com informações da Agência Estado

A inflação acumulada do carro novo teve alta de 2,7% nos últimos 12 meses no varejo até abril, o maior nível em 17 meses, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Entre os motivos da alta dos preços estão a retirada da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o período de elevação de custos, por conta do aumento do preço do aço, um dos principais insumos na fabricação de veículos.

Para o economista da FGV André Braz, a inflação do carro novo deve encerrar este ano em alta, bem diferente de 2009, quando os preços do automóvel terminaram com queda de 4,63%.

O levantamento mostra que os carros novos registraram deflação no varejo durante todo o ano de 2009, na taxa acumulada em 12 meses. O ponto mais baixo na curva de preços ocorreu em agosto do ano passado, quando a deflação dos automóveis atingiu 8,06%.

Carros caros
Em 2010, os consumidores estão fugundo dos automóveis mais caros. Os dados da FGV confirmam os divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que apurou quedas nas vendas de automóveis zero quilômetro em 2010.

Em abril, foram vendidos 208.919 automóveis novos, 24,15% a menos do total de março. A retração de vendas parece continuar este mês: na primeira quinzena de maio, a Fenabrave divulgou recuo de 31,97% nas vendas em relação a igual período em abril, totalizando 82.231 unidades.

No que diz respeito a todos os veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus), a queda nas vendas em abril foi de 21,4%.

De acordo com Braz, no ano passado houve grande antecipação de compras por parte dos consumidores, que aproveitaram os estímulos fiscais para comprar automóveis mais baratos.

Fonte: G1



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